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:: Teses Jurídicas
Os Juros Abusivos Cobrados pelos Bancos e Agentes Financeiros

Prezado amigo: Leia com calma o texto abaixo e sempre que tiver dúvidas escreva para mim e não se esqueça que vale a pena perder dois minutos para entender o texto abaixo.
Apavora-me a idéia de demonstrar a abusividade das taxas cobradas pelas Instituições Financeiras que atingem os brasileiros, as empresas, a honra, tornando pessoas miseráveis e afastando a felicidade do seio da coletividade. A abusividade traz sofrimentos e sem qualquer misericórdia, avançam os bancos no patrimônio alheio, subtraindo imóveis e glebas rurais numa ganância sem mensuração, tomando de pais de família a casa de morada, transformando vidas em angústia. Tomam máquinas produtivas e levam o desconforto a milhares de pessoas todos os dias.
Vamos analisar as taxas que são cobradas pelos bancos.
1.) Quando deveria devolver ao banco um correntista que tomasse no cheque especial emprestado a importância de R$ 12.000,00 para ser devolvido em 24 meses, sabendo-se que paga taxa mensal de 13%?
Resposta: 1,13 elevado 24 x 12.000,00 = R$ 225.457,08
2.) E se fosse devolver o empréstimo depois de cinco anos considerando a mesma taxa de 13%?
Resposta: 1,13 elevado a 60 x 12.000,00 = R$ 18.360.641,67 ( DEZOITO MILHÕES, TREZENTOS E SESSENTA MIL SEISCENTOS E QUARENTA E UM REAIS E SESSENTA E SETE CENTAVOS), mais os juros de 1% ao mês.
3.) O Banco do Brasil cobrou de certo cliente em Jundiaí taxas de 18,21% ao mês atualizando um saldo devedor. O valor emprestado era de R$ 55.000,00. Quanto o cliente deveria pagar depois de 5 anos?
Resposta: 1,1821 elevado a 60 x 55.000,00 = R$ 1.257.811.987,64
Mas, como é possível? Você encontrou mais de UM BILHÃO E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS para apenas um empréstimo de R$ 55.000.00. Exatamente e tem mais meu nobre amigo, não calculei os juros, nem a multa e muito menos os honorários.
E o banco não sabe que o cliente não pode pagar? Sabe. Mas age dessa maneira para conseguir no Poder Judiciário a homologação do cálculo. Depois, contabiliza isso como prejuízos e por certo diminui o valor da rentabilidade de cada ação, perdendo, com isso, o próprio acionista do banco. Gostou!!.
4.) Eu gostaria que me explicasse o problema da Indústria de Plásticos que emprestou dinheiro do Banco do Brasil? Como é que a dívida cresceu tanto?
É simples. A empresa contratou um cheque especial de R$ 20.000,00. Diante da situação do Brasil acabou gastando R$ 11.200,00 além do cheque especial. Ficou devendo R$ 31.200,00 e não pagou. O banco fez uma repactuação fazendo incidir no período de atraso taxas de 18,44%. Como o cliente estava atrasado fazia 9 meses, então aplicou a fórmula:
1,1844 elevado a 9 x 31.200,00 = R$ 143.100,00
Depois desse cálculo de atualização parcelou em 36 meses fazendo incidir a taxa de juros anual de 12%.
O cálculo ficou assim: 1,12 elevado a 3 x 143.100,00 = R$ 201.045,19
O cliente não conseguiu pagar e aí o banco antecipou o contrato e executou depois de 90 dias.
Entrou em juízo com o valor: 1,1844 elevado a 3 x 201.045,19= R$ 334.032,62

Isto em 20.10.1995. Dois anos depois apresentou sua planilha de cálculos em juízo agora aplicando uma taxa média de 12,56%.
Então o cálculo ficou assim: 1,1256 elevado a 24 x 334.032,62= R$ 5.714.877,24
Mas, no cálculo faltou incidir os juros de 1% + multa + honorários.
Por isso que o valor chegou a US$ 7.000,000,00

Mas, o desfecho do processo foi a arrematação da morada do devedor e sua esposa, do pai e da mãe que ficaram avalistas e da filha e genro que figuram como devedores solidários em outro contrato. As três casas foram arrematadas por R$ 150.000,00.
Contabilizou o banco o prejuízo excedente deixando de pagar os Tributos incidentes cujo valor ultrapassa 10 vezes o valor da arrematação.
Entendeu então porque há interesse dos bancos em massacrar os devedores. É que o lucro vem depois.
De uma simples dívida de R$ 31.200,00 eles embolsaram de Tributos mais de US$ 2 milhões.
5.) E por qual razão os juizes deixam esses fatos acontecerem?
Em primeiro lugar você deve levar em consideração que em toda corporação, há Juízes e juízes. Alguns julgam porque viram um ou outro julgado afirmarem que os bancos podem cobrar as comissões de permanência, juros, multas, etc., porque entre o correntista e o banqueiro há um contrato. Logo, para uns, não há nada de mais um cliente emprestar R$ 10.000.00 do banco e pagar taxas de 18,44% ao mês.
É que depois de cinco anos o cliente pagaria apenas 1,1844 elevado a 60 x 10.000.00 = R$ 256.982.720,88. É isso aí. Depois de cinco anos pagaria DUZENTOS E CINQUENTA E SEIS MILHÕES NOVECENTOS.....
Só para você ter uma idéia da patifaria, basta atentar para o seguinte: um Juiz ganha por mês algo em torno de R$ 8.000,00; logo, esse dinheiro daria para pagar 2.676 anos de salários de um Magistrado.
E se você levar em consideração que um caixa de banco ganha R$ 712,00 então daria para pagar 30.077 anos.
Percebe então o tamanho da patifaria que é a existência do agiota no seio da sociedade. E veja bem que no cálculo apontado inexiste o cálculo daquele juros mensais de 1%, não incidiu multa, nem taxas de correios que os bancos cobram para remeter os extratos de sua conta, algo em torno de R$ 4.00 por remessa.

6. Esse sistema de agiotagem amparada pelo Governo extermina a economia, trazendo profunda pobreza para todos. Todos sofrem pelo simples prazer do banqueiro, que sabe os malefícios que causa na sociedade. E é por isso que os párias banqueiros estrangeiros compram bancos no BRASIL. que quebraram porque emprestaram dinheiro de outros bancos. É cobra engolindo cobra. Por aqui no Brasil tudo é possível. O governo permite a cobrança abusiva, os juízes na sua grande maioria julgam sem levar em conta a grande lesão provocada e assim nosso Brasil passa a ser o paraíso dos desgraçados. Sofre a pressão do poder econômico calado, silente, perdendo e trabalhando para banqueiros agiotas.
Vamos analisar uma situação existente em pequena cidade com 50.000 habitantes. Um banco instala-se na cidade com R$ 10.000,00 de caixa, empresta seu dinheiro na taxa de 15% ao mês e depois de 10 anos, quanto é que os tomadores deveriam devolver ?
1,15 elevado a 120 x 10.000.00= R$ 192.194.450.019,00
CENTO E NOVENTA E DOIS BILHÕES......

Agora eu pergunto aos senhores, onde é que esta a razão? O cálculo está errado? Qual a razão da existência de tamanha patifaria? Quantas escolas você construiria com esse valor? E Hospitais? Qual seria a desculpa vulgar que os banqueiros dariam para pagar tão mal seus funcionários?
Se você dividir o valor encontrado pelo número de habitantes de sua cidade, imaginando a inexistência de crescimento, cada habitante estaria devendo ao banco o valor de R$ 3.843.889,00. Para encontrar essa valor basta dividir o resultado do cálculo exponencial por 50.000 habitantes.
Você não está entendendo direito a progressão do assunto porque nunca pensou nele. Mas é pura matemática. Quando é que você na sua vida inteira conseguiu guardar R$ 3.843.889,00.
Agora você percebe o tamanho da patifaria que é o sistema bancária e as taxas de juros cobradas. ESSA LESÃO É ENORME. É PROGRESSISTA E MALÉFICA, TRAZ ANGÚSTIA PARA QUEM DEVE E REPUGNÂNCIA PARA QUEM ENTENDE A PROGRESSÃO DO SISTEMA.
Mas como é possível ocorrer essa patifaria com as execuções tramitando perante o Poder Judiciário? É simples. No curso de direito inexiste cálculo numérico, financeiro e convenhamos, matemática, só alguns dominam. Qual o estudante de direito que você conhece que sabe um pouco de matemática? Você vai responder, nenhum. Juiz é Bacharel de Direito concursado. Logo, poucos sabem dominar a matemática. Eu conheço um Juiz do Trabalho que não sabe extrair uma raiz quadrada. Como é que podem perceber a progressão de um cálculo exponencial?
Então como é que um jurista não matemático poderia algum dia calcular 1,15 elevado a 60 meses? Nunca. Ele iria ficar multiplicando 1,15 x 1,15 x 1,15 x 1,15 x 1,15 .......x 1,15 para encontrar o resultado. Você acha que algum dia algum juiz fez esse cálculo.
Jamais você viu em qualquer petição judicial a demonstração do tamanho da lesão que um banco ou agente financeiro causa na economia. Você escuta, alguém escreve, o juiz dá sentença, mas nunca ninguém afirmou que a grande lesão está presente porque não é possível possa ser permitido uma taxa de 12% ao mês, porque 1,12 elevado a 120 x 100% = 8.056.802.550,12% ( OITO BILHÕES POR CENTO EM 10 ANOS).
Ou ainda considerando o prazo de financiamento de uma casa própria que é de 20 anos, com uma taxa de 10% ao mês:: 1,1 elevado a 240 x 100% = 859.497.144.107 % ( OITOCENTOS E CINQUENTA E NOVE BILHÕES POR CENTO) e se fosse uma taxa de 4% ao mês o cálculo ficaria assim: 1,04 elevado a 240 x 100% = 1.224.620,23 %.

Para aqueles que sabem calcular não há interesse em demonstrar para os brasileiros, porque ou estão fazendo cálculos para banqueiros ou dando aulas em cursos de engenharia, mas jamais, em Faculdades de Direito.
Os menos avisados afirmam que o banco nunca empresta o dinheiro para ser devolvido em cinco ou dez anos. Mas esquecem-se que o banco empresta para "A" impondo devolução em 60 dias, depois o produto para "B" e assim por diante até encontrar no final o resultado matemático exponencial esperado e demonstrado pelo cálculo.
Ao clarão desse relâmpago, vê-se a paisagem negra e desolada, cheia de precipícios, de torrentes caudalosas, onde muitas pessoas perderam suas casas, automóveis, fazendas, sítios, casas de praia, enfim, depois de uma jornada de árduo trabalho, caem nas mãos dos agiotas e viverão dessa recordação como marca eterna da fera e da voracidade financeira que avilta e transforma a sociedade em morfo pardacento execrando.
Os bancos são os maiores sonegadores de tributos federais por omissão, porque lançam na contabilidade os prejuízos que afirmam existir em decorrência dos débitos impagos e que foram homologados em processos judiciais. Isso ninguém esconde e nem há dúvidas, porque é fato notório. E onde está a lei?
7. Para aqueles que acham que uma taxa de juros de 15% não existe no Brasil ou inexiste no sistema bancário, que se faça o cálculo com cinco por cento (5%) ao mês. O desastre continua enorme. Veja-se que R$ 100.000,00 em dez anos na taxa de 5% implica em 1,05 elevado a 120 x 100.000,00 = R$ 348.911.198,56 (TREZENTOS E QUARENTA E OITO MILHÕES NOVECENTOS E ONZE MIL CENTO E NOVENTA E OITO REAIS E CINQUENTA E SEIS CENTAVOS)
Você acha que existe em algum lugar do mundo uma economia capaz de crescer nessa proporção em 10 anos?
Uma empresa que trocasse duplicatas em banco continuadamente tomando R$ 100.000,00 de crédito rotativo deveria pagar ao final de 10 anos esse monstruoso valor indicado pelo cálculo matemático.
Se essa empresa crescesse 50% ao ano que é um crescimento formidável, ADMIRÁVEL, só experimentada pela empresa de BILL GATES, teríamos : 1,5 elevado a 10 x 100.000,00 = R$ 5.766.503,90
O empresário faria sua empresa crescer 50% ao ano que é um fato assombroso e ainda estaria devendo ao banco o saldo correspondente a diferença encontrada R$ 348.911.198,56 - R$ 5.766.503,90 = R$ 343.144.694,66.
Meu amigo, a matemática é simples. Veja-se bem, o empresário deveria fazer sua empresa crescer 50% ao ano e no final teria seu patrimônio entregue ao banco e ainda ficaria devendo o saldo de R$ 343.144.694,66. Portanto, para ser bastante ilustrativo, ele trabalharia 10 anos, faria sua empresa crescer 50% ao ano e depois estaria devendo outras 59,506 empresas por simples divisão entre o quanto cresceu e o quanto ficou devendo.
E os senhores acham isso aceitável? Veja-se bem que fizemos o cálculo com 5%.

8. Mas, quanto poderia cobrar o banco para ajustar a sua ganância e oportunismo as reais necessidades do mercado brasileiro?
É fácil responder essa pergunta. Quanto é que uma empresa consegue crescer no Brasil por ano? Uns diríam 8%, outros 15%. Na verdade um crescimento se faria considerando a média em torno de 8%, quando hoje, o Brasil, nada cresce. Mas vamos imaginar um Brasil crescendo 8% ao ano. Seria uma maravilha. Logo e por critério de justiça, como o banco é mero especulador de mercado, não produzindo absolutamente nada para o crescimento de seu povo, deveria receber de lucro de seu capital algo em torno de 5% ao ano.
Significa dizer que poderia cobrar nas suas transações algo em torno de 5% acima do que paga nas suas próprias captações, por exemplo nos certificados de depósito.
Assim, se um banco, faz uma captação pagando ao seu investidor 10,98% ao ano, poderia cobrar nas aplicações 10,98% x 1,05 = 11,529% ao ano.

Mas, como banqueiro brasileiro é relaxado e trabalha sem critério, vamos considerar esse spread em 15%. Vamos permitir a cobrança de 1,15 x 10,98% = 12,627% ao ano.

É com essa taxa parece que as coisas começam a ter sentido. Primeiro, um banqueiro que recebesse 15% de spread aqui no Brasil estaria no melhor centro financeiro do mundo, porquanto nos Estados Unidos a taxa máxima permitida é 3%, na Suiça 2%, Londres 2,5%...etc.. Ganhando 15% é 500% a mais do ganharia na Suiça. Excelente negócio para o banqueiro.
A economia não sofreria muito. Haveria um ajuste ao menos para transformar essa pobreza absoluta em pobreza despertada emergente!!!
No Brasil, um Juiz que conhece matemática, percebeu o desaforo que é permitir a cobrança absurda e abusiva e demonstrou na sentença que o spread poderia ser o máximo de 20%. Deu a sentença e o Tribunal aceitou a tese.
Veja aqui o Acórdão: www.bancos.hack.com.br/tribunal
O Acórdão citou até o nome do Juiz na sentença porque entendeu quanto miserável é o papél do banqueiro na sociedade em que vivemos. Estamos saindo da treva subterrânea da ignorância, com o calor benéfico das claridades celestiais emanadas dos ensinamentos de nossos juízes. Estamos começando a não permitir o assalto que revolta e perturba, começando a voltar a ter a harmonia!
9. Bem, o Tribunal reconheceu que banco só pode cobrar 20% de spread acima do valor que faz de captações junto a seus investidores em certificados de depósitos, os chamados CDB'S. E os clientes que foram assaltados podem pedir a restituição dos valores impagos?
Certamente. O banco gerou lesão no patrimônio do depositante e esse fato é inescondível. Estamos estudando uma ação para reaver o dinheiro de nossos clientes. Brevemente traremos aqui para ser utilizada por todos aqueles que foram lesados, que ficaram desesperados diante da fera financeira, que perderam suas casas, fazendas, tiveram desgostos, viram filhas se prostituindo, enfim, a puderam sentir na carne o tamanho da safadeza de banqueiros.
O banqueiro agiota criou sérios problemas no seio da sociedade. Levou pessoas a derrames, infartos, a tratar-se com psiquiatras e neurologistas, enfim, desgraçou muitas famílias com essa aviltante maneira de espoliar seus administrados.
Mas feliz daquele que consegue perceber a verdade que ora se demonstra para lutar em prol de uma legião de pessoas que ainda sofre nas garras e tentáculos do selvagem agiota.

NELSON JOSÉ COMEGNIO
comegnio@uol.com.br

 

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